Bom pra tosse
Postado em Afetiva às Julho 21, 2008 por garfo&facaEsse tempo maluco aqui no Rio me fez rever alguns conceitos. Depois de algumas semandas convivendo com uma tosse insistente, me dei conta de que, mais uma vez, o inverno tinha chegado e trouxe a minha velha crise de sinusite.
No consultório onde só apareço em anos bissextos, o médico japonês que me atende foi taxativo: “chá preto com gengibre faz bem, né?”. Chá, Dr. Minei? Eu sempre achei chá uma coisa para perdedores. Bebida quente tem que ser café ou chocolate.
Mas a tosse é insistente e como ando testando qualquer coisa para me ver livre dela fui à seção de chás do supermercado. E um mundo novo apareceu. Chás de todos os tipos, para todos os gostos. Do tradicional chá preto às misturas de frutas vermelhas.
Em saquinhos tudo fica bem mais prático, mas facilitar pra quê? Escolhi o capim-limão fresco. Minha avó não deixava faltar na casa dela. Coloquei na cesta o gengibre e fui pra casa achando que essa combinação não daria certo.
Um pouco das folhas do capim-limão e gengibre - que não foi tão fácil assim de ralar - submersos na xícara cheia de água quente. Duas colheres de chá de açúcar e pronto. Meu remédio estava devidamente adoçado e pronto para operar o milagre. Não deu muito certo. A tosse não me abandonou definitivamente, mas acho que criei um novo hábito.











Primeiro, resolvi seguir as dicas que o Garfo me deu antes da viagem. Tive que ouvi-lo repetir diversas vezes que eu precisava conhecer “O Passo“, assim com dois “s” mesmo. Ele garantiu que era o melhor restaurante. Não de Ouro Preto, mas da vida dele. Sentiu a responsabilidade? Lá fui eu atrás do Passo. Descendo a Rua Direita, o restaurante fica numa bela casa, com um jardim maravilhoso bem ao lado do museu Casa dos Contos. O melhor é que “O Passo” é justamente aquilo tudo que ele falou e um pouco mais. Uma ilha de comida italiana cercada de frango com quiabo por todos os lados. Tive vontade de passar horas na varanda vendo a vida passar. Mais detalhes sobre “O Passo” no post que o Garfo está prometendo há algum tempo pra gente.
Na volta, um pouco mais acima, ainda na Rua Direita, o Café Geraes me conquistou logo de cara. Pedi um cappuccino, claro, que foi servido com um copinho de água. Não se vê mais isso por aqui. A decoração é um charme só. Paredes cobertas de arte popular e móveis com cara dos anos cinqüenta ajudam a compor o clima retrô. Não deixe de experimentar o brigadeirinho de colher. Vem num copo de cachaça e tem cara de shot de chocolate.
Não fiquei muito tempo em Tiradentes. Mas foi o suficiente para encontrar uma loja cheia de cachaças e doces mineiros. Além do tradicional doce de leite, encontrei casquinhas de laranja cristalizadas fresquinhas. A gente já deu a receita 





