Na velocidade do caracol
Cada vez fica mais difícil comer uma coisa de cada vez. Na pressa, o estômago e o cérebro ignoram o paladar e chegam a conclusão que comida é só nutriente. E assim, os almoços de quinze minutos vão ficando cada vez mais apertados, cada vez mais sem gosto – ou com o mesmo gosto.
Não dá para comer rápido e não dá para comer sozinho. Essas são regras claras à mesa. É bem verdade que a gente tem esquecido disso na maioria das refeições. Nessas horas é que eu invoco o Slow Food.
Há 21 anos, o italiano Carlo Petrini criou uma associação internacional que se opõe ao fast-food. O movimento critica a padronização de sabores e o corre-corre da vida moderna. Mais do que isso, defende a produção dos alimentos com responsabilidade ambiental.
O Slow Food está presentem em 122 países. São 80 mil pessoas dispostas a atrasar a vida em troca de uma boa conversa em torno de um prato. Já é um bom motivo para perder tempo. Então, siga o caracol!
Na Itália:
No Brasil :

