Arquivo para Dezembro, 2007

Índio quer apito…e palmito

Postado em Restaurantes, alemã em Dezembro 10, 2007 por garfo&faca

Todo mundo sabe que especialidade de restaurante alemão é salsichão, chucrute e joelho de porco. Lá no Restaurante do Otto não é diferente. Você vai encontrar tudo isso na segunda página do cardápio. 

Na primeira está lá o já famoso “Palmito assado na casca”. A iguaria, que já tem mais de 20 anos na casa, foi trazida ao Rio por Ottmar Grunewald Serveira, o Otto.

Gaúcho de Sta.Cruz do Sul, aprendeu na infância que o palmito assado era uma especialidade da culinária dos índios guaranis, que habitaram o sul do país, região que fora colonizada por seus bisavós, imigrantes alemães. É servido assim, dentro da casca e fumegante depois de sair do braseiro da churrasqueira.

Depois de gentilmente cortado é arrumado no prato. Vai à mesa regado com um molho tradicional de manteiga com alcaparras ou - o meu preferido - sal, azeite, alecrim, sálvia e alho fatiado. O garçom diz que são servidos entre 80 e 120 pedaços por dia. Fazendo as contas dá mais de uma tonelada de palmito por semana!

Mas o próprio Otto faz questão que todo o palmito – no caso de pupunha – seja fiscalizado e que venha de área de reflorestamento lá de Angra dos Reis.

Não dá pra restir. Com Cerveja Erdinger super gelada, acompanhado de salsichão de vitela com salada de batatas e mostarda escura, o palmito fica imbatível! 

Pra conferir: Rua Uruguai, 380 – Loja 22, 23 e 31  -  Tijuca Rio de Janeiro  -  (21) 2268-1579

Chutney sem mistérios

Postado em Rápida em Dezembro 9, 2007 por garfo&faca

Adoro chutney de manga. Para mim sempre foi um mistério saber como a tal da manga virava aquela coisa meio indefinida que não é nem geléia nem molho. Foi quando eu tropecei num vídeo com uma indiana desvendando os mistérios do chutney. E não é que é fácil demais? 

chutney.jpg

Jabuticabeira de bolso

Postado em Afetiva em Dezembro 9, 2007 por garfo&faca

Jabuticabas são mais que frutas. Jabuticabas são pequenas memórias de infâncias. É incrível o poder que elas têm de fazer brotar alguma história antiga das cabeças mais saudosistas.

Minha mãe tinha jabuticabeiras em Santa Catarina, meu pai as tinha em Minas. Só eu que não dei muita sorte nesse lance de quintal. E tudo é incrivelmente parecido. Crianças que comiam jabuticabas até passar mal, crianças disputando as frutinhas, crianças atirando as bolotas em outras crianças…

 É  por isso que eu quero de natal uma jabuticabeira bonsai!!!!!

Porre de gelatina

Postado em Doces em Dezembro 1, 2007 por garfo&faca

A gelatina que, para mim, é um doce muito sem graça, meio mal ajambrado e com gosto e textura duvidosos ganhou uma nova chance. Conheci a famosa gelatina de pinga. Doce tradicional em Minas e que por essas bandas cariocas é pouco conhecido.

Impossível ficar no primeiro. Acho que devorei meia caixa em coisa de 10 minutos. Por pouco não fiquei rindo à toa ou contando os tacos do chão. Tenho tendência a ficar bêbada deprê.

Como outros amigos também não conseguem mais viver sem o doce, resolvi colocar a receita aqui pra todo mundo tentar fazer em casa:

[[Gelatina de Pinga]]

Você vai precisar de:

6 folhas de gelatina vermelha (1 folha de gelatina = 5 pacotes de gelatina em pó) // 12 folhas de gelatina branca // 2 copos de água (400 ml) // 1 kg de açúcar refinado // 1 copo de pinga (aguardente de cana) // Açúcar refinado para passar os docinhos

Como fazer:

Hidrate as folhas com 1/4 de água fria. Leve o restante da água ao fogo com o açúcar refinado. Depois que ferver e todo o açúcar estiver dissolvido, junte a pinga e a gelatina. Coloque numa forma retangular para endurecer fora da geladeira. Corte em quadradinhos com uma faca molhada na água quente e passe em açúcar refinado.