Arquivo para Janeiro, 2008

A coisa tá ficando preta

Postado em Apetrechos em Janeiro 30, 2008 por garfo&faca

Essa é para os consumistas de plantão - e eu tenho uma aqui no blog…

Torradeira com vidro térmico! É a oportunidade que faltava na sua vida. Agora, ao invés de olhar peixinhos dourados no aquário, você vai poder ver sua torradinha pegar um bronze! 

Os fabricantes dizem que a idéia nasceu da necessidade de ver uma torrada dourar por igual dos dois lados. Só que no site eles colocam um aviso dizendo que a tal torradeira ultra-moderna ainda não consegue fazer o pão ficar como na foto. O máximo que eles conseguiram até agora foi esquentar a fatia. É mole?

Veja outras obras de arte do mundo maravilhoso das torradeiras:

 

Raoul´s – O meu segundo restaurante dos sonhos

Postado em Afetiva, Amigos, Restaurantes, Vinhos em Janeiro 29, 2008 por garfo&faca

Essa historinha deve ter uns dois que não me sai da cabeça. Semprei pensei em fazer um post à altura, mas nunca tive paciência pra puxar pela memória.

Faca disse que nunca teve interesse em conhecer Nova York. Mas, desde que nos encontramos, ela diz que transformo histórias medíocres em lembranças inesquecíveis. Essa foi uma das minhas memórias que fizeram ela ter vontade de conhecer a cidade… 

O pequeno restaurante com cara de bistrô francês faz parte do imaginário de quem mora ou visita o SoHo. Atmosfera escura, balcão de madeira sólida e um sem-número de pinturas causam uma sensação aconchegante pra quem entra. Só não pude esconder a cara de decepção com o tamanho do lugar e acabei perguntando ao amigo que me acompanhava ” – Como um restaurante famoso por receber uma clientela de modelos, artistas plásticos e escritores só tem bar e banquetas?”.

Fiquei sem resposta. Foi só virar para o lado para ver que ele havia sumido. Olhei, esperei, sentei no balcão. Nada. Saquei o celular e furibundo disparei:  “- Pô. Cadê você, mermão?”. Depois da risada, ele disse: “- Tô vendo você daqui de onde estou. Entra na cozinha e vem andando até os fundos”. 

Pensei quinze vezes antes de tomar a decisão de passar entre panelas escaldantes e cozinheiros apressados. Fui andando pé ante pé e acabei por sair dentro de um tremendo falatório enfumaçado iluminado por pequenos abajures amarelos. Era o salão de jantar do Raoul´s.

Sentamos, pedimos um vinho e o cardápio. O restaurante dos irmãos alsacianos ficou famoso por ter pratos intinerantes que acompanham as mais novas tendências da mesa. O menu muda quase toda semana.

Comi como gente grande naquela noite. A entrada, se bem me lembro, tinha pequenos pedaços de vitela num molho de damascos quentes. Era tão pequena que nem deu pra encher o buraco do dente – maldita cozinha francesa!.

Bom mesmo foi o prato principal: bacalhau. Se engana quem acha que saboreei o peixão salgado da tradicional noite de Natal. O de lá, era servido numa posta grossa, branquinha e, acreditem, quase adocicado. Sou de família portuguesa e nunca tinha sequer sonhado em experimentar algo assim.

A sobremesa nem lembro. Acho que era uma seleção de frutas em calda. Depois de três garrafas emborcadas a memória não ajuda muito.  ;)

Antes do expresso, a mulher do amigo pediu licença e foi ao banheiro no segundo andar. Voltou três minutos depois andando em passinhos apertados. Não conseguiu cumprir o objetivo. Dizia que havia uma senhorinha sentada ao fim da escada interrompendo a passagem.

O Raoul´s reserva uma surpresa para os boêmios que o freqüentam. Lá em cima, numa desgastada poltrona de couro e elegantemente enrolada em um chale verde, estava uma cartomante. O serviço sempre foi tradicão desde os anos 70. É oferecido aos clientes que dispõem de paciência e uma nota de 5 dólares para ouvir sobre o passado e o futuro. Tudo embalado por uma voz rouca e com sotaque acentuado do leste europeu.  Enfim, um lugar pra ficar na memória.  Se tiverem curiosidade:  180 Prince St., New York, NY

ps: no título do post eu disse que o Raoul´s era o meu segundo preferido. Uma dica… o primeiro é  brasileiro e fica logo ali em Ouro Preto. Aguardem.

E você, tem um restaurante pra “chamar de seu”? Manda pra gente uma resenha. Vale qualquer especialidade e de qualquer lugar.

E eles dizem: “Fast food para o cérebro”

Postado em Curiosidades, Rápida em Janeiro 25, 2008 por garfo&faca

“Alimente clientes famintos neste desafio gastronômico. Faça hambúrgueres, sanduíches, omeletes e corra para atender aos pedidos antes que seus clientes fiquem bravos.

Ganhe dinheiro para melhorar seu negócio com temperos saborosos e equipamentos de alta tecnologia. Com mais de 100 níveis, 2 modos de jogo e mais de 80 itens de menu exclusivos para preparar. Stand O’ Food é fast food para o cérebro. “

Sharewarezinho divertido e viciante. Serve para matar o tempo enquanto a chefia não aparece. Game over.

Inventam de tudo…

Postado em Arroz com chambinho, Doces em Janeiro 25, 2008 por garfo&faca

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Larvas de chocolate? Ok, parece nojento, mas até que elas são bem bonitinhas. Os bichinhos são feitos por uma doceria em Akita, no Japão. 

São de chocolate ao leite com flocos de arroz e a cobertura é de chocolate branco. A boca é de doce de casca de laranja. Nem dá para torcer o nariz.

Lá do outro lado do mundo, elas são vendidos por U$ 2,  mais ou menos.  O problema é que a doceria só entrega no Japão. O jeito é tentar repetir em casa. O difícil vai ser arrumar a paciência oriental.

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Café na laje

Postado em Afetiva, Café em Janeiro 24, 2008 por garfo&faca

fachadaoi.jpgPoesias concretas, palíndromos nas escadas, monstrinhos em caixas e um túnel do tempo.  Nem sei se todas essas coisas ainda estão lá no espaço Oi Futuro mas, pelo menos, o café na cobertura não deve sair de cartaz tão cedo.

O Flamengo precisa de lugarzinhos com comidinhas.  Daqueles para passar tardes inteiras com um cappucino e, quem sabe, até um belo pedaço de bolo formigueiro – apesar de eu gostar mais de bolo de laranja.

O café do Oi Futuro vale pela vista da praia do Flamengo e do castelinho entre os prédios, vale pela decoração, vale pelos notebooks espalhados mas vale principalmente pelo prosseco com torta alemã (sim,  ele também pode ser bem metido). 

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É preciso só tomar cuidado para não ser surpreendido pelos eventos que acontecem por lá quase todos os dias.

Eu e Garfo tivemos poucos dias de sorte.  Pegamos um lançamento de livro com uns cem convidados e, numa outra vez, nem conseguimos subir. O prédio estava pegando fogo.

Fora isso – que eu tenho impressão que só acontece comigo – o café do Oi Futuro ainda é um dos lugares mais charmosos que ficam perto de casa.

Mudanças

Postado em Sem-categoria em Janeiro 23, 2008 por garfo&faca

A idéia foi do garfo. Sempre ele. Minha sugestão foi só deixar tudo mais claro.

A nova cara do nosso Garfo & Faca ainda está em fase de testes e sugestões são sempre bem vindas. Então não estranhem se a cada clique encontrarem um blog diferente, ok?

Espero que vocês gostem.  :)

Mas o que diabos são os “morangos cantantes”?

Postado em Amigos em Janeiro 18, 2008 por garfo&faca

O amigo Gabriel passou por aqui e gentilmente deixou um post:

“Me rendi ao Blog de Voces, hoje estou me expecializando (sic) em ser um futuro Chef de cozinha, mas com anos de fogao jã, sou do rio grande do sul e estou montando um Blog do caminho de um chef até o topo, e estou convidando voce(s) para visitar o meu estado, comer um belo churrasco, ou ouvir os morangos cantantes da serra gaucha, ou provar os melhores vinhos e comidas do brasil!” (sic, sic, sic…)

Alguém pode nos explicar sobre essa nova modalidade fruto-musical? Faca e eu já pensamos seriamente em fazer as malas para uma viagem de descobertas nas Serras Gaúchas. Parece que o ar rarefeito de lá afeta os produtos da boa mesa…ou o efeito será maior nas pessoas? ;)

Mais do mesmo

Postado em Rápida em Janeiro 17, 2008 por garfo&faca

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 São 10 receitas de sanduíches quentes de queijo. Para aquelas horas em que a gente chega morrendo de fome em casa e cansou de fazer miojo. (o clássico com banana é um dos meus preferidos.)

Essa foi mais uma dica do Bruno, nosso visitante bissexto. Valeu, Bubu!

Ateliê

Postado em Amigos, Café, Cinema, Livros, Rápida em Janeiro 8, 2008 por garfo&faca

 O Ateliê Culinário virou sinônimo de comida boa em cinema. Conheço bem o do Odeon, um cinema tradicional aqui no centro do Rio, conheço razoavelmente bem o do Estação Unibanco, em Botafogo e mal posso esperar para saber como é o do Estação Vivo, lá no shopping da Gávea. Esse é novinho,  estreou tem menos de um mês.

Imagino que o cardápio conserve o que eu já coloquei na minha lista de primeiras necessidades: as panquequinhas com mel e morango e os sanduíches – o zuka e o fellini.

Não esqueço de um almoço no segundo andar do Ateliê do Odeon. Foi a primeira vez que pedi um prato no lugar das comidinhas habituais. O picadinho com chutney de manga era  arriscado mas logo se mostrou uma decisão acertada. A manga, docinha no ponto, fez um par elegante com a carne ensopada. Depois desse dia, descobri que sou dependente de chutney de manga.

E agora, Vera Saboya, a responsável por tudo isso lançou um livro com histórias de viagens e receitas do Ateliê. Vale a pena embarcar nos lugares por onde ela passou e que devem ter sido um pouco culpados por todas aquelas delícias que a gente aproveita hoje. O livro traz dicas de restaurantes, bares, mercados e feiras no Rio, São Paulo, Tiradentes e Paris.

Ficou com água na boca? O site do Ateliê Culinário tem mais coisas sobre o livro e até links de onde comprar:

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Telhado esburacado

Postado em Brasil em Janeiro 2, 2008 por garfo&faca

Nas minhas merecidas férias em Porto de Galinhas, Pernambuco, descobri que há muito mais coisa do que carne de sol com aipim frito na culinária nordestina.

Na beira da praia brotam camarões fritos ao alho e óleo honestíssimos. Coisa difícil de encontrar por aqui. A equação qualidade, quantidade e preço razoável quase sempre não fecha no litoral carioca.

Mas o que vale a pena mesmo, figurando em primeiro lugar na lista “não-posso-deixar-de-provar”, é o tal peixe na telha.  É a principal atração do restaurante que carrega o nome do prato famoso. As postas de badejo são servidas, obviamente, numa telha com um molho de legumes temperado com pimenta dedo-de-moça.

É para comer bem, bem de frente pra um mar de águas clarinhas e mornas.

Só para dar água na boca:

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