Volta e meia uma petisco salta da tela do cinema e vem parar aqui no blog. Faca há pouco tempo comentou a aversão da Fermina de “Amor nos tempos do cólera” por berinjelas.
Agora, depois de assistir à “Sweeney Todd – O barbeiro demoníaco da Rua Fleet”, fui eu que perdi toda vontade de comer empadinhas de carne seca.
Não vou estragar o filme se contar que a cozinheira interpretada por Helena Bonham-Carter descobre um novo e saboroso recheio para as suas tradicionalíssimas meat pies. Dentro da massa vão suculentos nacos de barbudos degolados pelas navalhadas de Johnny Depp.
O filme nem entra na questão do sadismo culinário. O canibalismo involuntário somente serve de fundo para as intermináveis cantorias. Apesar de detestar musicais, o bom é ver aquele visual ultra gótico que só o Tim Burton sabe levar pra telona.
As tais tortinhas de carne estão para Londres como o churrasquinho de gato está para o Rio ou o pastel de feira para Sampa. Tradição e gosto não se discutem. Só cuidado para não morder algo estranho achando que é caroço de azeitona…
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Foi esbravejando assim que eu terminei minha noite de dois de fevereiro. Acabava de sair da Drinkeria Maldita em Botafogo. Uma carta de drinks enorme e a minha resistência incrivelmente baixa a àlcool podem explicar um pouco da minha raiva.







