


Combinação perfeita para ouvir os pingos batendo na vidraça antes de começar o feriadão.



Combinação perfeita para ouvir os pingos batendo na vidraça antes de começar o feriadão.
Para dar um tempo nessa série escatológica do Garfo, nós avisamos que estamos no Receitáculo, um site de relacionamentos, digamos assim, culinários.
Confesso que ainda não consegui me adaptar muito bem a esse site. Pra começar, quem recebe os visitantes é um polvo verde. Um polvo tem tentáculos, daí re-cei-táculo. Pegaram a piada? Bom, o que interessa é que o Garfo chamou a atenção para um detalhe: polvo verde tem pouco a ver com comida. O bicho nem na coloração habitual é apetitoso.
Mas o site tem coisas bem legais. Uma delas é a evolução dos macotes. Você começa como descascador de batatas e pode ir subindo na hierarquia da cozinha até se tornar um respeitado officiel de bouche. Tudo depende de quantos amigos que você faz e do número de receitas que você envia.
Enviar receitas é um outro problema do Receitáculo. É preciso colocar ingrediente por ingrediente. Haja paciência! Acho que vamos ser para sempre descascadores de batata… Mas estamos esprando visitas. Lá nós somos GarfoeFaca, ok?

Não deu para deixar passar essa adaptação do já clássico “300″. Faca diz que é um “filme de meninos” por causa da pancadaria desmesurada e da gritaria dos bárbaros.
Essa cena em que os guerreiros de água mineral são trucidados realmente acaba com a sede de vingança do rei Leônidas.
O papo aqui sempre foi culinária e, como diria o pessoal do Neston, as “mil maneiras de inventar a sua receita”. Mas eu sou talibã-xiita e defendo com garfos e facas o direito deste blog ter sua porção escatológica.
Então para fugir das intermináveis reconstituições do caso Isabella, aqui vai uma notícia para alegrar o seu domingo.

Um dos fenômenos mais recentes da ciência popular, que já ganhou diversas releituras no YouTube, é a explosão de refrigerante causada pela mistura de Coca-Cola com a bala Mentos. Na condições ideais de pressão e temperatura, a experiência resulta em explosões gigantescas.
Para eternizar o ”experimento”, 1.500 estudantes belgas se reuniram na praça Ladeuzeplein, na cidade de Leuven, e bateram o recorde mundial de “explosão de refrigerante”.

Sabe aquelas coisas que você sempre teve vontade de fazer mas nunca tomou coragem pra realizar? Guerra de comida é uma das minhas. Dar uma tortada na fuça de alguém como fazia o Pica-pau deve ter um efeito mais do que terapêutico pra alma.

Food Fight é uma animação feita pelo cineasta americano Stefan Nadelman. Ele transforma um simples Big Mac em um porta-aviões. Repare que existem alusões à Segunda Guerra Mundial, à Bomba de Hiroshima e ao ataque de 11 de setembro.
A melhor parte acontece quando os sushis se transformam em kamikazes. Mas é pra quem tem estômago forte. As cenas são mais dramáticas do que um simples espirrar de catchup…

Faca me provocou no post anterior. Ela sabe que eu compro briga fácil. Aqui vai um monte de cultura inútil sobre pipoca. Guenta aí!
“Suspeita-se que a pipoca, vendida nos lugares certos, com as margens de lucro calculadas corretamente, pode ser a substância mais lucrativa de todo o planeta. Há concorrentes, como a heroína e os fuzis do mercado negro, mas, do ponto de vista do varejista, a pipoca tem vantagens insuperáveis.
É legal, segura, não vicia (discordo!!) e, diferentemente do petróleo e do fumo, não está atrelada a impostos federais. Segundo as palavras de um especialista na história social do produto, “não há que se compare” à pipoca no comércio legítimo.
Grão por grão ela sempre foi uma proposta comercial imbatível para o varejista porque é comprada por peso e vendida por volume e, quando estoura, se enche de ar, que não custa nada. Na década de 50, a razão volumétrica entre o milho para pipoca e a pipoca estourada eram de 35 para 1. Agora, graças aos progressos científicos, a proporção chega a 55 para 1 e está aumentando. O que é perfeito para os cinemas porque, quando você compra um balde de pipoca, não compra um número de grãos, mas sim abundância envolta em manteiga derretida. Nham-nham…
O milho para a pipoca custa quase nada. O valor intrínseco dos grãos em uma quantidade de pipoca equivalente a US$ 1 é cerca de 1 centavo ( US$ 0,01). Portanto, o lucro imaginado seria de 10.000% . Mas esses números deixam muita coisa de fora, como o custo da máquina de fazer pipoca, sal, manteiga, embalagem… Todos os fatores considerados, o lucro real dos cinemas fica próximo de 75%, diz Andrew Smith, autor de Popped Culture.
Sem ela, as outras guloseimas vendidas no salão de entrada não seriam nada. O fenômeno dos multiplexes teria levado muito mais tempo para conquistar o mundo. Também não existiriam, aqueles salários multimilionários dos astros de primeira grandeza”.
Texto publicado no The Times.
Essa é para quem sabe um pouco de italiano. O site Mangiare Bene traz uma seção só com receitas inspiradas em filmes. Tem o Sushi de Kill Bill, o frango a Hogwarts de Harry Potter e a Pedra filosofal e um monte de outros pratos que vão fazer a alegria dos cinéfilos. Acho que o Garfo vai correr para cozinha.
Pipoca nunca mais.