De volta para casa

Voltei de férias. Mas pelo jeito esse blog aqui está um pouco empoeirado. Sem problemas. Com um espanador na mão vou contar para vocês o que eu descobri nas Minas Gerais.

Descobri que, nesta época do ano, faz calor de dia e frio de noite, que meu estômago não agüenta feijão tropeiro e torresmo mais do que três dias seguidos e que é preciso um certo condicionamento físico para subir tanta ladeira.

O alvo principal da viagem era visitar as cidades históricas. Igrejas, arte sacra, igrejas, arte sacra. Nananinanão. Entre as igrejas e a pausa para as compras de imã de geladeira descobri ótimos lugares em Ouro Preto e Tiradentes.

Primeiro, resolvi seguir as dicas que o Garfo me deu antes da viagem. Tive que ouvi-lo repetir diversas vezes que eu precisava conhecer “O Passo“, assim com dois “s” mesmo.  Ele garantiu que era o melhor restaurante. Não de Ouro Preto, mas da vida dele. Sentiu a responsabilidade? Lá fui eu atrás do Passo. Descendo a Rua Direita, o restaurante fica numa bela casa, com um jardim maravilhoso bem ao lado do museu Casa dos Contos.  O melhor é que “O Passo” é justamente aquilo tudo que ele falou e um pouco mais. Uma ilha de comida italiana cercada de frango com quiabo por todos os lados. Tive vontade de passar horas na varanda vendo a vida passar. Mais detalhes sobre “O Passo” no post que o Garfo está prometendo há algum tempo pra gente.

Na volta, um pouco mais acima, ainda na Rua Direita, o Café Geraes me conquistou logo de cara. Pedi um cappuccino, claro,  que foi servido com um copinho de água. Não se vê mais isso por aqui.  A decoração é um charme só. Paredes cobertas de arte popular e móveis com cara dos anos cinqüenta ajudam a compor o clima retrô. Não deixe de experimentar o brigadeirinho de colher. Vem num copo de cachaça e tem cara de shot de chocolate.

Os mineiros parecem um pouco tímidos no início, mas adoram um bom papo. Na Casa dos Contos (o restaurante, não o museu) ganhei até presente depois de uns minutinhos de conversa. A comida típica é ótima. Comi pela primeira vez, costela com canjiquinha. Delícia, mas para quem tem estômago forte.

Não fiquei muito tempo em Tiradentes. Mas foi o suficiente para encontrar uma loja cheia de cachaças e doces mineiros.  Além do tradicional doce de leite, encontrei casquinhas de laranja cristalizadas fresquinhas. A gente já deu a receita aqui, lembra?

 

4 Respostas para “De volta para casa”

  1. Taí um lugar que eu tô louco pra conhecer: Minas. Depois desse post só aumentou a vontade. Muito show.
    Abraços
    Diego

  2. garfo&faca Diz:

    Oi Diego,

    Eu adorei.
    E, sendo filha de mineiro, não conhecer minas é um problema.
    Quando você andar por aquelas bandas, não esquece de contar pra gente.

    beijos

  3. Enquanto admirador de café, barista e (também) filho de mineiro, devo confessar meu amor por Minas e suas cidadelas perdiadas no tempo. Além da minha admiração pelo Eldorado do Café, que é o triângulo feito entre o Sul de Minas, o Cerrado Mineiro e a Mogiana Paulista (que é quase Minas). Criamos um blog recentemente para falar um pouco sobre o café. Estava sentindo falta de um espaço especializado e preocupado com questões mais profundas sobre o assunto, assim como vocês fazem com outros temas, e até mesmo com o café, como vi em um post antigo. Passa lá: http://www.rubrocafe.blogspot.com – Abraços!

  4. Ê Minas…

    Mês que vem pretendo visitar a região de tantos ouros culinários, começando por Tiradentes. Dicas anotadas.

    Parabéns pelo blog, depois aparece lá no meu cafofo.

    Abs

    Pedro L

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