
Faca me provocou no post anterior. Ela sabe que eu compro briga fácil. Aqui vai um monte de cultura inútil sobre pipoca. Guenta aí!
“Suspeita-se que a pipoca, vendida nos lugares certos, com as margens de lucro calculadas corretamente, pode ser a substância mais lucrativa de todo o planeta. Há concorrentes, como a heroína e os fuzis do mercado negro, mas, do ponto de vista do varejista, a pipoca tem vantagens insuperáveis.
É legal, segura, não vicia (discordo!!) e, diferentemente do petróleo e do fumo, não está atrelada a impostos federais. Segundo as palavras de um especialista na história social do produto, “não há que se compare” à pipoca no comércio legítimo.
Grão por grão ela sempre foi uma proposta comercial imbatível para o varejista porque é comprada por peso e vendida por volume e, quando estoura, se enche de ar, que não custa nada. Na década de 50, a razão volumétrica entre o milho para pipoca e a pipoca estourada eram de 35 para 1. Agora, graças aos progressos científicos, a proporção chega a 55 para 1 e está aumentando. O que é perfeito para os cinemas porque, quando você compra um balde de pipoca, não compra um número de grãos, mas sim abundância envolta em manteiga derretida. Nham-nham…
O milho para a pipoca custa quase nada. O valor intrínseco dos grãos em uma quantidade de pipoca equivalente a US$ 1 é cerca de 1 centavo ( US$ 0,01). Portanto, o lucro imaginado seria de 10.000% . Mas esses números deixam muita coisa de fora, como o custo da máquina de fazer pipoca, sal, manteiga, embalagem… Todos os fatores considerados, o lucro real dos cinemas fica próximo de 75%, diz Andrew Smith, autor de Popped Culture.
Sem ela, as outras guloseimas vendidas no salão de entrada não seriam nada. O fenômeno dos multiplexes teria levado muito mais tempo para conquistar o mundo. Também não existiriam, aqueles salários multimilionários dos astros de primeira grandeza”.
Texto publicado no The Times.