Mais um dia de sol no Rio de Janeiro. Podia ser só mais um, se ele não viesse depois de quase uma semana de chuva e no meio de um feriadão que prometia ser o mais nublado de todos.
Dias de sol me lembram que eu sou senhora do tempo. Quando eu penso em aproveitar uma praia, o tempo muda instantaneamente. E me lembram também que quando alguém lá em cima resolve não ser irônico comigo eu consigo passar dias maravilhosos à beira mar.
O último desses foi numa praia que até então era inédita no meu currículo: a Prainha. Um amigo sugeriu a “viagem” pra lá. Sim, porque qualquer coisa que fique a mais de quarenta minutos da minha casa já entra na categoria viagem.
Uma praia pequena, sem biscoito Globo de cinco em cinco minutos, nem mate de galão. Parece o inferno. Mas não era. Depois de quatro horas debaixo do sol forte, avistamos no alto de um morro um restaurante especializado em frutos do mar. Seria uma miragem? Não era.
O único restaurante da Prainha em dias de grande movimento tem um atendimento que exige paciência. Mas o monopólio de quitutes prova que não é por falta de espaço que só pode haver um estabelecimento do tipo na praia. Em grupo de quatro, pagamos por volta de R$ 15 por pessoa. Abrimos os trabalhos com maravilhosos pastéis de camarão e de siri . Depois pedimos uma anchova frita que veio fartamente acompanhada de pirão , arroz e salada. Tudo isso de frente pro mar e com um sol que começava a se despedir.






