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Eike loucura!

Postado em Restaurantes, Sem-categoria em Maio 27, 2009 por garfo&faca

pinkSábado de sol, fui fazer um passeio no Pink Fleet. O barco é mais uma idéia do Eike Batista – o megaempresário por quem o Garfo nutre uma certa admiração. Não deu para o meu talher companheiro ir dessa vez, mas vou contar um pouco como foi só pra ele ficar babando de vontade.

O mais difícil, sem dúvida, é chegar até a Marina da Glória, aqui no Rio. Não havia placas no caminho, então só pude contar com a minha memória, que não é tão boa assim. O barco abre 1oh30 da manhã e  sai só 11h45. Cheguei 11h30 e por pouco não perdi a van que leva os passageiros até o pier.

Não perdi a van, mas perdi os melhores lugares. O barco faz um roteiro muito parecido com aqueles passeios da Marinha – dá  uma voltinha na Baía de Guanabara. Portanto, é bom ficar do lado direito da proa.  Escolhi um confortável sofá no segundo andar. E descobri vistas muito improváveis do Rio.

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Entre um ângulo e outro Pão de Açúcar pedi um drink, o Beleza Americana – espumante, grenadine e morango por R$ 27,oo. Os preços são assim mesmo, de deixar qualquer um mareado depois ler o cardápio.

Para acompanhar pedi porções de pastel de brie com goiabada e de camarão. Os dois excelentes, bem sequinhos. Mas não escapei da coca-cola, santo remédio para quem enjoa até em águas calmas. No final, paguei R$ 41,00, sem contar o preço do passeio, que é R$ 80,00. Mas valeu a pena.

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Agora quero convencer o garfo a repitir a dose na saída noturna do Pink Fleet. Será que o Rio também é um pouco cidade luz?

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Índia e iogurte

Postado em Bebidas, Restaurantes em Maio 21, 2009 por garfo&faca

Recebi uma receita ótima do restaurante Nirvana Sabores, aqui no Rio. Funciona dentro de um centro de ioga e é cheio de comidinhas naturebas deliciosas.

Essa receita é de Lassi, uma bebida indiana a base de iogurte. 

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:: Lassi de Manga ::

1 litro de iogurte natural sem açucar
1 garrafinha de água de côco ou 350 ml de água mineral gelada
2 mangas palmer fatiadas
5 colheres de sopa de malte de cereais, ou melado (quantidade à gosto)
2 colheres de chá de canela em pó
1 colher de chá de água de rosas (opcional)
Cubos de gelo
Bater todos os ingredientes em liquidificador e beber. É muito refrescante, energético e alimenta.

De volta para casa

Postado em Brasil, Café, Restaurantes em Junho 4, 2008 por garfo&faca

Voltei de férias. Mas pelo jeito esse blog aqui está um pouco empoeirado. Sem problemas. Com um espanador na mão vou contar para vocês o que eu descobri nas Minas Gerais.

Descobri que, nesta época do ano, faz calor de dia e frio de noite, que meu estômago não agüenta feijão tropeiro e torresmo mais do que três dias seguidos e que é preciso um certo condicionamento físico para subir tanta ladeira.

O alvo principal da viagem era visitar as cidades históricas. Igrejas, arte sacra, igrejas, arte sacra. Nananinanão. Entre as igrejas e a pausa para as compras de imã de geladeira descobri ótimos lugares em Ouro Preto e Tiradentes.

Primeiro, resolvi seguir as dicas que o Garfo me deu antes da viagem. Tive que ouvi-lo repetir diversas vezes que eu precisava conhecer “O Passo“, assim com dois “s” mesmo.  Ele garantiu que era o melhor restaurante. Não de Ouro Preto, mas da vida dele. Sentiu a responsabilidade? Lá fui eu atrás do Passo. Descendo a Rua Direita, o restaurante fica numa bela casa, com um jardim maravilhoso bem ao lado do museu Casa dos Contos.  O melhor é que “O Passo” é justamente aquilo tudo que ele falou e um pouco mais. Uma ilha de comida italiana cercada de frango com quiabo por todos os lados. Tive vontade de passar horas na varanda vendo a vida passar. Mais detalhes sobre “O Passo” no post que o Garfo está prometendo há algum tempo pra gente.

Na volta, um pouco mais acima, ainda na Rua Direita, o Café Geraes me conquistou logo de cara. Pedi um cappuccino, claro,  que foi servido com um copinho de água. Não se vê mais isso por aqui.  A decoração é um charme só. Paredes cobertas de arte popular e móveis com cara dos anos cinqüenta ajudam a compor o clima retrô. Não deixe de experimentar o brigadeirinho de colher. Vem num copo de cachaça e tem cara de shot de chocolate.

Os mineiros parecem um pouco tímidos no início, mas adoram um bom papo. Na Casa dos Contos (o restaurante, não o museu) ganhei até presente depois de uns minutinhos de conversa. A comida típica é ótima. Comi pela primeira vez, costela com canjiquinha. Delícia, mas para quem tem estômago forte.

Não fiquei muito tempo em Tiradentes. Mas foi o suficiente para encontrar uma loja cheia de cachaças e doces mineiros.  Além do tradicional doce de leite, encontrei casquinhas de laranja cristalizadas fresquinhas. A gente já deu a receita aqui, lembra?

 

Por trás dos panos

Postado em Afetiva, Restaurantes em Março 30, 2008 por garfo&faca

Eu disse que jamais iria trair a Confraria dos Deschavados. Prometi que não revelaria, nem sob ferro quente, onde estão os lugares secretos para se comer a dois.

Afinal, quem precisa desses lugares, sabe onde encontrá-los!

Mas não pude deixar de atender ao pedido da “Lu”. É assim, singelamente, que ela assina um pedido de ajuda que chegou aqui no blog.

“…num post de outubro 2007 você falou da vontade de postar dicas de locais para curtir a dois com discrição, mas que, no fundo, era má idéia…
bem, será que em off, você me ajudaria, dando uma boa dica de um lugar discreto ou com cortinas para manter alguma privacidade e anonimato?”

Pois bem, vá lá. A coluna “G&F têm as respostas para as suas perguntas” acaba de ser inaugurada. E, pelo bem da nossa “Lu apaixonada”, e de mais um monte de gente que deve querer um pouco de privacidade na hora de sentar à boa mesa com a pessoa querida, aqui vai uma lista boa.

Um detalhe: Lu é do Rio e a lista é mais do que carioca. Aceitamos sugestões de quem queira mandar endereços de outros estados. Afinal, deve ter muita gente por aí precisando de um lugar à meia-luz…

Quer juntar estilo e privacidade? Então não tem erro. O Fasano Al Mare foi todo preparado pelo estrelado arquiteto francês Phillipe Starck. São cortinas de linho branco que isolam duas mesas – uma para até quatro pessoas e outra que comportam doze – O empresário Rogério Fasano deu um toque especial no lugar reservado aos pombinhos: escolheu pessoalmente um lustre de cristal belga dos anos 30 pra criar a atmosfera.

O namoródromo do Johnnie Pepper também está aberto pra quem não quer ser visto. Lá existe apenas uma mesa pra duas pessoas no meio dos 500 lugares da casa.

No Giuseppe Grill, o salão do subsolo tem uma área que deixa até 40 pessoas separadas do resto da casa. É lugar pra juntar os amigos e anunciar boas novas longe dos olhares e dos ouvidos dos curiosos.

Falando isso, quem descobriu um desses oásis foi a atriz Débora Secco. Ela, e o então namorado Falcão/Rappa, não saíam detrás das cortinas do gazebo do Aprazível, em Santa Teresa. A palafita que esconde uma mesa é toda envolta em um tecido indiano e armações de bambu. “Já tive problemas com um casal se pegando pra valer naquele espacinho. Mas vem muita gente procurando um lugar romântico”, diz o chef Villard.

Todos esses lugares são propícios para momentos que as pessoas não queiram compartilhar. Pedidos de casamento, a notícia da gravidez, casais extra-conjugais e até pés-na-bunda são pedida fácil nesses pequenos recintos.

O bom mesmo é desfrutar de um bom jantar sem ter que ficar ohando por cima dos ombros ou de olho no reflexos dos espelhos. Pronto, a traição da Confraria dos Deschavados está feita.

Só uma pequena coisa pra me redimir. A Lu vai receber, em off e por email, a minha lista particular de locais pra ver-sem-ser-visto

E, de antemão, já combino com ela: “- Se nos esbarrarmos, nada de comentários no dia seguinte, ok?”  ;)

Servição: 

Antiquarius Grill – Barrashopping – nível Lagoa, loja 160 – Barra – tel:2431-9931

Fasano Al Mare – Av. Vieira Souto, 80 – Ipanema – tel: 3202-4000

Johnnie Pepper – Via Parque, segundo piso – Barra – 2421-9786

Pistache - Centro Empresarial Botafogo – Rua Marqueês de Olinda, 11 – Botafogo – tel: 2551-4139 e 2551-1278

Guseppe Grill – Av. Bartolomeu Mitre, 370 - Leblon – tel:2249-3055

Blason – Casa Julieta Serpa – Praia do Flamengo, 340 – tel: 2551-1278

fonte: Revista RioShow – jornal O Globo, 7 set.2007

Raoul´s – O meu segundo restaurante dos sonhos

Postado em Afetiva, Amigos, Restaurantes, Vinhos em Janeiro 29, 2008 por garfo&faca

Essa historinha deve ter uns dois que não me sai da cabeça. Semprei pensei em fazer um post à altura, mas nunca tive paciência pra puxar pela memória.

Faca disse que nunca teve interesse em conhecer Nova York. Mas, desde que nos encontramos, ela diz que transformo histórias medíocres em lembranças inesquecíveis. Essa foi uma das minhas memórias que fizeram ela ter vontade de conhecer a cidade… 

O pequeno restaurante com cara de bistrô francês faz parte do imaginário de quem mora ou visita o SoHo. Atmosfera escura, balcão de madeira sólida e um sem-número de pinturas causam uma sensação aconchegante pra quem entra. Só não pude esconder a cara de decepção com o tamanho do lugar e acabei perguntando ao amigo que me acompanhava ” – Como um restaurante famoso por receber uma clientela de modelos, artistas plásticos e escritores só tem bar e banquetas?”.

Fiquei sem resposta. Foi só virar para o lado para ver que ele havia sumido. Olhei, esperei, sentei no balcão. Nada. Saquei o celular e furibundo disparei:  “- Pô. Cadê você, mermão?”. Depois da risada, ele disse: “- Tô vendo você daqui de onde estou. Entra na cozinha e vem andando até os fundos”. 

Pensei quinze vezes antes de tomar a decisão de passar entre panelas escaldantes e cozinheiros apressados. Fui andando pé ante pé e acabei por sair dentro de um tremendo falatório enfumaçado iluminado por pequenos abajures amarelos. Era o salão de jantar do Raoul´s.

Sentamos, pedimos um vinho e o cardápio. O restaurante dos irmãos alsacianos ficou famoso por ter pratos intinerantes que acompanham as mais novas tendências da mesa. O menu muda quase toda semana.

Comi como gente grande naquela noite. A entrada, se bem me lembro, tinha pequenos pedaços de vitela num molho de damascos quentes. Era tão pequena que nem deu pra encher o buraco do dente – maldita cozinha francesa!.

Bom mesmo foi o prato principal: bacalhau. Se engana quem acha que saboreei o peixão salgado da tradicional noite de Natal. O de lá, era servido numa posta grossa, branquinha e, acreditem, quase adocicado. Sou de família portuguesa e nunca tinha sequer sonhado em experimentar algo assim.

A sobremesa nem lembro. Acho que era uma seleção de frutas em calda. Depois de três garrafas emborcadas a memória não ajuda muito.  ;)

Antes do expresso, a mulher do amigo pediu licença e foi ao banheiro no segundo andar. Voltou três minutos depois andando em passinhos apertados. Não conseguiu cumprir o objetivo. Dizia que havia uma senhorinha sentada ao fim da escada interrompendo a passagem.

O Raoul´s reserva uma surpresa para os boêmios que o freqüentam. Lá em cima, numa desgastada poltrona de couro e elegantemente enrolada em um chale verde, estava uma cartomante. O serviço sempre foi tradicão desde os anos 70. É oferecido aos clientes que dispõem de paciência e uma nota de 5 dólares para ouvir sobre o passado e o futuro. Tudo embalado por uma voz rouca e com sotaque acentuado do leste europeu.  Enfim, um lugar pra ficar na memória.  Se tiverem curiosidade:  180 Prince St., New York, NY

ps: no título do post eu disse que o Raoul´s era o meu segundo preferido. Uma dica… o primeiro é  brasileiro e fica logo ali em Ouro Preto. Aguardem.

E você, tem um restaurante pra “chamar de seu”? Manda pra gente uma resenha. Vale qualquer especialidade e de qualquer lugar.

Índio quer apito…e palmito

Postado em Restaurantes, alemã em Dezembro 10, 2007 por garfo&faca

Todo mundo sabe que especialidade de restaurante alemão é salsichão, chucrute e joelho de porco. Lá no Restaurante do Otto não é diferente. Você vai encontrar tudo isso na segunda página do cardápio. 

Na primeira está lá o já famoso “Palmito assado na casca”. A iguaria, que já tem mais de 20 anos na casa, foi trazida ao Rio por Ottmar Grunewald Serveira, o Otto.

Gaúcho de Sta.Cruz do Sul, aprendeu na infância que o palmito assado era uma especialidade da culinária dos índios guaranis, que habitaram o sul do país, região que fora colonizada por seus bisavós, imigrantes alemães. É servido assim, dentro da casca e fumegante depois de sair do braseiro da churrasqueira.

Depois de gentilmente cortado é arrumado no prato. Vai à mesa regado com um molho tradicional de manteiga com alcaparras ou - o meu preferido - sal, azeite, alecrim, sálvia e alho fatiado. O garçom diz que são servidos entre 80 e 120 pedaços por dia. Fazendo as contas dá mais de uma tonelada de palmito por semana!

Mas o próprio Otto faz questão que todo o palmito – no caso de pupunha – seja fiscalizado e que venha de área de reflorestamento lá de Angra dos Reis.

Não dá pra restir. Com Cerveja Erdinger super gelada, acompanhado de salsichão de vitela com salada de batatas e mostarda escura, o palmito fica imbatível! 

Pra conferir: Rua Uruguai, 380 – Loja 22, 23 e 31  -  Tijuca Rio de Janeiro  -  (21) 2268-1579

Às escondidas

Postado em Afetiva, Restaurantes em Outubro 9, 2007 por garfo&faca

Calma, gente! Isso aqui não virou um blog de fofocas. Andamos em busca de audiência mas ainda não estamos apelando pra matéria paga.

O post de hoje fica por conta dos locais “deschavados” que sempre procuramos para jantar, tomar um cafezinho ou mesmo ficar só no couvert. Tudo na base da penumbra, da meia-luz e da melhor discrição do local. Bom mesmo é estar ao lado de quem a gente gosta sem ninguém pra incomodar. No fim, o que importa realmente é a boa e agradável companhia.

Já demos a dica do restaurante por aqui. O Miam Miam já entrou definitivamente na lista dos preferidos de G&F - sinônimo de datas especiais.

(Se você quer agradar uma mulher o lugar é aquele, rapaz.)

Pois foi lá que, semana passada, o casal pão de queijo formado pelo governador-espada e pela melhor vice que esse país já viu foi jantar. Sorrisos, olhares e conversas ao pé do ouvido. Beberam caipirinha de lichia e comeram bruschettas com marinada de legumes.  A cozinha da chef Roberta Ciasca proporciona belos momentos à mesa. Nada como agarrar alguém pelo paladar.

Saíram de lá altas horas e sem nenhum fotógrafo na cola. Bota deschavado nisso!!

ps: pensei em fazer um post com os barzinhos e restaurantes mais discretos do Rio. Tsc, tsc, tsc. Desculpem, mas não rola. Esses lugares são pra ficar entre duas pessoas. Digg it? ;)

Olhando para a parede

Postado em Curiosidades, Restaurantes em Outubro 8, 2007 por garfo&faca

Forbes

Comer sozinho definitivamente não é bom. E comer bem acompanhado é, invariavelmente, comer comida fria. É fácil esquecer um belo prato quando o principal é um bom papo. 

O problema é que nem sempre dá para dividir o sanduíche, pedir dois cappucinos e rachar uma torta de sobremesa. Ainda assim, comer sozinho tem suas vantagens. 

 A revista Forbes fez uma lista com alguns bons argumentos para não deixar a comida esfriar. Ou para encontrar um bom motivo para esquecer dela.

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