Olha que ótima é essa idéia de cozinha: tudo junto num lugar só e beeeem pequenininho!


Olha que ótima é essa idéia de cozinha: tudo junto num lugar só e beeeem pequenininho!


Sábado de sol, fui fazer um passeio no Pink Fleet. O barco é mais uma idéia do Eike Batista – o megaempresário por quem o Garfo nutre uma certa admiração. Não deu para o meu talher companheiro ir dessa vez, mas vou contar um pouco como foi só pra ele ficar babando de vontade.
O mais difícil, sem dúvida, é chegar até a Marina da Glória, aqui no Rio. Não havia placas no caminho, então só pude contar com a minha memória, que não é tão boa assim. O barco abre 1oh30 da manhã e sai só 11h45. Cheguei 11h30 e por pouco não perdi a van que leva os passageiros até o pier.
Não perdi a van, mas perdi os melhores lugares. O barco faz um roteiro muito parecido com aqueles passeios da Marinha – dá uma voltinha na Baía de Guanabara. Portanto, é bom ficar do lado direito da proa. Escolhi um confortável sofá no segundo andar. E descobri vistas muito improváveis do Rio.

Entre um ângulo e outro Pão de Açúcar pedi um drink, o Beleza Americana – espumante, grenadine e morango por R$ 27,oo. Os preços são assim mesmo, de deixar qualquer um mareado depois ler o cardápio.
Para acompanhar pedi porções de pastel de brie com goiabada e de camarão. Os dois excelentes, bem sequinhos. Mas não escapei da coca-cola, santo remédio para quem enjoa até em águas calmas. No final, paguei R$ 41,00, sem contar o preço do passeio, que é R$ 80,00. Mas valeu a pena.

Agora quero convencer o garfo a repitir a dose na saída noturna do Pink Fleet. Será que o Rio também é um pouco cidade luz?


Eu e o Garfo temos um calendário de cabeça pra baixo. Nosso ano novo, por exemplo, foi ontem. Não teve fogos, nem areia, nem sete ondas, nem multidão, nem lentilha e nem romã. Mas estávamos os dois de branco estourando champanhe e desejando que, em 2009, a vida seja legal com todo mundo, mas principalmente com a gente. Não é o que se faz entre o dia 31 de dezembro e o dia primeiro de janeiro?
Trocar datas só faz a gente ter mais tempo pra passar o tempo juntos. E para experimentar coisas novas também. Dessa vez, o espumante foi o Salton Poética. Um rosé lindo. Na taça, era de um vermelho translúcido que fazia cocégas no nariz.
Espero que todo mundo possa começar o ano com cocégas no nariz. E que essa felicidade, meio sem explicação, dure vários goles em 2009.
Eu admito que senti medo de assistir ao novo Batman. Principalmente porque os lugares ficavam a cinco metros da tela. Torcicolos à parte, depois de três horas de filme, estávamos eu e o Garfo debaixo de chuva e com uma fome gigantesca.
Foi aí que eu me lembrei do Cone Lounge. Já tinhámos passado por essa temakeria/kebaberia há alguns meses e valeu a pena repetir. Fica meio escondida, numa tranversal da Praia de Botafogo, a Visconde de Ouro Preto. O deque com mesinhas destoa dos estabelecimentos vizinhos. Mas é a decoração moderninha e os preços amigos que atraem uma clientela que dificilmente passa dos 18 anos.
Garfo e eu já passamos um pouco dessa faixa etária. Ele mais, é verdade – mas nem por isso dispensamos uma comida rápida regada ao delicioso chope Leviana. Na nossa primeira incursão fomos direto ao ótimo kebab de falafel. Naquele dia o atendimento estava um pouco complicado, mas a simpatia e a atenção da dona do espaço compensou os imprevistos.
Nessa segunda vez, a fome era bem maior. E o kebab que a gente pediu tinha sotaque americano: carne, queijo e molho barbecue no pão folha. Tudo devidamente devorado em poucos minutos.
Para quem ainda não enjoou dos temakis, o Cone Lounge também oferece várias opções. Confesso que fiquei só nos árabes, coisa rara por essas bandas.
A idéia foi do garfo. Sempre ele. Minha sugestão foi só deixar tudo mais claro.
A nova cara do nosso Garfo & Faca ainda está em fase de testes e sugestões são sempre bem vindas. Então não estranhem se a cada clique encontrarem um blog diferente, ok?
Espero que vocês gostem.
Faço questão de dizer que não morro de amores pela chef Roberta Sudbrack. Sei lá, acho que tá virando farra do boi esse negócio de todo mundo que tem avental branco e colher de pau na mão virar popstar.
Tem hora que zapeio e só vejo: Gordon Ramsey dando esporro, Nigella lambendo o dedo, Troigos assassinando o português, Jamie Oliver sacudindo freneticamente suas bochechas rosadas… Ufa!
O próprio Alex Atala na Marília Gabriela disse: “- Os chefs de cozinha são hoje o que os atores eram nos anos 80 e os publicitários nos 90″.
Mas tenho que dar a mão à palmatória. Estava eu dando uma vasculhada em blogs de culinária que valessem a pena figurar aqui e passei pelo “Ego Gourmet” da Dona Sudbrack. O nome é um desconvite a ler. Pedante só.
Mas, resignado, lá fui eu.
Achei um blablablá sobre panelas aqui, outro acolá - Faca nessa hora diria que eu sou o ser mais ranzinza do mundo! Posso até ouvir a voz dela: “Você o cara mais ranzinza do mundo!”- e me deparei com algumas impressões bem interessantes e sem o nariz-em-pé que eu achei que ela teria.
Roberta diz: “-Domingo depois de um almoço preparado em casa, fui executar a tarefa mais chata da face da terra: lavar louça. Quando já estava terminando notei que faltava uma panela, virei para procurar e me deparei com a minha avó literalmente raspando com o dedo a panela onde preparei o caramelo que acompanhou a torta de maçã! Foi uma cena e tanto! Prova de que o gosto quase perfeito pode estar até na “rapa” da panela!”
E segue: “Uma senhora irritada foi ao meu restaurante. O tom agressivo nada tinha a ver com o fato dela ter gostado mais ou menos da comida, mas com o fato de eu não ter ido até sua mesa, coisa que ela categorizou como gafe. Fiquei extremamente triste não só por perceber que ela realmente não entendeu nada da essência e nem da filosofia do meu trabalho, mas, sobretudo, com o tom desrespeitoso que as pessoas presumem possam assumir em certas situações. “
A que me fez incluir o blog dela na lista do G&F: “A verdade é que eu amo pão com mortadela! Amo de paixão! Chego a sonhar de vez em quando com um e acho uma injustiça a fama que a mortadela tem de carne de segunda. Quatro fatias por pão é mais do que suficiente para um equilíbrio quase perfeito. E a melhor harmonização, que me desculpem os puristas, é uma coca-cola de casco bem gelada e bebida direto no gargalo!”
Ainda não morro de amores por ela. Vocês acharam que ia ser fácil assim me dobrar? Hahaha. Mas eu também sei reconhecer que quem faz os tipos de comentários acima gosta muito de comida. E não é de pato confit que eu tô falando.