Ascensão das classes menos privilegiadas

Recentemente fiz uma pesquisa sobre quais alimentos são importantes para a nutrição do cérebro. Descobri obviedades como as nossas negligenciadas castanhas do pará e o já batido espinafre – é, o Popeye tinha razão.

Este tipo de dieta já vem sendo trabalhado desde os anos 80. O grande popstar era o ômega 3 encontrado no salmão. Os especialistas falam da importância dele na manutenção dos neurônios responsáveis pelas nossas memórias.

Hoje em dia até que é fácil encontrar o peixão nos sashimis dos restaurantes japoneses ou até num bom filé grelhado na brasa com molho de alcaparras.

Adaptações podem, e devem ser feitas, de acordo com a cultura de cada país. Ouvi uma nutricionista que defende o consumo de ômega 3 in natura aqui no Brasil. Nada de cápsulas ou suplementos.

Um detalhe salta aos olhos: a doutora diz que, melhor do que o salmão, é a nossa desvalorizada sardinha. A razão da súbita ascensão da peixa é por causa do alto índice de hormônios sintéticos encontrados nos salmões criados em confinamento. 

A médica diz que nossa sardinha sai na frente por causa do modo relax que leva. Vive em cardumes, nada em alto mar e adora as águas mais quentes do nosso litoral. Tudo isso faz com que o tal do ômega seja distribuido de forma regular e renovada durante toda sua vida.

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